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    Sábado, 23 de Setembro de 2017    
 

- Alimentos voltam a pressionar a inflação

SÃO PAULO – O grupo Alimentação e Bebidas, que passou de 0,04% em setembro para oi0,70% em outubro no âmbito do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), voltou a ser uma fonte de preocupação para a inflação, disse o economista da Rosenberg & Associados Fernando Parmagnani. “O momento mais favorável da alimentação já passou. Com a chegada do fim do ano, com chuvas mais intensas, alimentação deve voltar a preocupar”, afirmou.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira, 18, que o IPCA-15 subiu de 0,27% em setembro para 0,48% em outubro. A Rosenberg esperava alta de 0,43%. “O resultado surpreendeu. O principal fator que não enxergamos foi o avanço do grupo Alimentação e Bebidas”, disse.

Parmagnani esperava que esse grupo registrasse alta de 0,75% no encerramento do mês. “Como já veio em 0,70%, certamente vamos revisar a nossa estimativa.” Ele disse que também será revista a projeção de 0,52% para a inflação no encerramento do mês. A Rosenberg espera que o IPCA feche 2013 com alta de 5,8%.

O economista citou o avanço do preço de carnes de 0,15% no IPCA-15 de setembro para 2,36% no de outubro. “Provavelmente, foi uma resposta à elevação, apurada nos IGPs (Índices Gerais de Preços), nos preços de grãos, o que deve ter encarecido a ração para animais.” O preço do frango também teve alta expressiva, de 0,89% para 4,87%.

O economista da Rosenberg chamou a atenção ainda para a taxa de difusão. Segundo Parmagnani, ela vinha abaixo de 60% nos últimos meses. “Agora, passou de 59,5% em setembro para 65,8% em outubro. Isso mostra uma inflação mais espalhada e uma fonte adicional de preocupação.”

Para Pedro Ramos, do Banco Sicredi, os preços dos alimentos ainda devem continuar sentindo os efeitos tardios da alta no atacado dos últimos meses, além de impactos atrasados da depreciação cambial.

Ele não descarta a possibilidade de aumento próximo a 1,00% do grupo Alimentação nos próximos meses, puxado especialmente pela estimativa de novas altas em itens como leites, carnes e derivados do trigo que já estão subindo no varejo. “São pressões que virão em outubro e novembro. O varejo ainda não captou toda a alta do atacado”, avaliou.

Segundo o estrategista-chefe do Banco Mizuho do Brasil Luciano Rostagno, a sazonalidade do grupo Alimentação e Bebidas, que vinha influenciando uma inflação mais baixa, perdeu força e os preços avançaram.

Rostagno afirmou que, diante dos dados, o Banco Central (BC) tem um desafio à frente. “O recuo na base anual da inflação ao consumidor está mais atrelado à base de comparação elevada do ano passado do que sugerindo um recuo mais estrutural da inflação.” O Banco Mizuho espera que o IPCA feche este mês em 0,55%, com viés de alta, e encerre 2013 a 5,8%.

IPI. Parmagnani, da da Rosenberg & Associados, destacou ainda a alta de 0,52% em setembro para 0,97% em outubro do grupo Artigos de Residência. “O avanço espelhou a volta do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) no começo de outubro para a linha branca.”

Em 1º de outubro, a alíquota do IPI para refrigeradores passou de 8,5% para 10%. A da máquina de lavar se manteve em 10%, a das lavadoras semiautomáticas, conhecidas como tanquinhos, foi de 4,5% para 5% e a dos fogões teve alta de 3% para 4%. A alíquota do IPI para móveis e painéis de madeira avançou de 3% para 3,5%.

Fonte: Agência Estado

Via: Jornal Contábeis


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